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Dra. Marta Fontenele – Cirurgia Pediátrica em Asa Norte, Brasília – DF

A hérnia é um pequeno defeito, ou seja, um “buraquinho” na parede abdominal que permite a passagem de um estrutura abdominal através dele.

A hérnia umbilical é a hérnia da região do umbigo. Na maioria das vezes, é percebida como um abaulamento ou estufamento na região do umbigo. No geral, não causa dor nem representa uma situação de emergência.

Menina com hérnia umbilical

Quais os sintomas da hérnia umbilical?

O principal sinal da hérnia umbilical é o abaulamento na região do umbigo.

Esse abaulamento pode:

  • ficar mais evidente quando o bebê chora ou quando a criança faz algum esforço;
  • diminuir ou desaparecer quando a criança está relaxada ou deitada;
  • estar associado a um excesso de pele na região do umbigo;
  • eventualmente causar desconforto local, principalmente durante esforços. Entretanto, na maioria das crianças, a hérnia umbilical não causa dor.

Meu filho tem hérnia umbilical. Ele precisa operar?

Na maioria das crianças, não é necessário operar imediatamente.

A hérnia umbilical infantil frequentemente fecha espontaneamente à medida que a criança cresce e a musculatura da parede abdominal se fortalece. No geral, isso ocorre nos primeiros 5 anos de vida.

Por isso, em muitas situações, o cirurgião pediátrico recomenda apenas acompanhamento clínico, especialmente quando a criança é pequena e a hérnia é assintomática.

A decisão sobre a necessidade e o momento da cirurgia depende de vários fatores, como:

  • idade da criança;
  • tamanho do defeito na parede abdominal;
  • presença de sintomas;
  • evolução da hérnia ao longo do tempo;
  • aspecto da região umbilical;
  • presença ou não de complicações.

Quando a hérnia persiste após os primeiros anos de vida, é importante que a criança seja avaliada pelo cirurgião pediátrico, que poderá orientar a melhor conduta para cada caso.

Hérnias muito grandes ou que apresentam características específicas podem ter indicação de tratamento cirúrgico em idade mais precoce.

Dra Marta Fontenele

Dra Marta Fontenele é cirurgiã pediatra (CRM-DF 17272, RQE 15159) com 10 anos de experiência no cuidado de crianças e adolescentes.
Formou-se em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB) e realizou residência de Cirurgia Pediátrica no Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB).
Aliando conhecimento técnico, experiência e atendimento humanizado, dedica-se a oferecer um cuidado pautado na empatia, no zelo e na responsabilidade. Acredita que toda criança e sua família merecem ser ouvidas com atenção, acolhidas e avaliadas de forma individualizada.
Quando o tratamento cirúrgico é necessário, conduz cada etapa com segurança, transparência e acompanhamento pós-operatório cuidadoso, buscando proporcionar tranquilidade às famílias e a melhor recuperação para seus pacientes.

Veja aqui a opinião de alguns pacientes atendidos:


Por que a hérnia umbilical ocorre?

Nos bebês e nas crianças, a hérnia umbilical geralmente está relacionada ao processo normal de fechamento da parede abdominal após o nascimento.

Durante a gestação, os vasos sanguíneos do cordão umbilical passam por uma abertura na parede abdominal. Depois que o bebê nasce e o cordão é cortado, essa região tende a se fechar progressivamente.

Quando esse fechamento não acontece completamente, permanece uma pequena abertura na região do umbigo, permitindo o aparecimento da hérnia.

A hérnia umbilical é mais frequente em bebês prematuros e de baixo peso ao nascer.

Nos adultos, a hérnia umbilical pode estar relacionada à fraqueza da parede abdominal e a situações que aumentam a pressão dentro do abdome, como gravidez, obesidade e esforços físicos.

Imagem explicativa normal X hérnia umbilical


Como é feito o diagnóstico? É preciso fazer algum exame?


Na maioria das vezes, o exame físico, ou seja, o médico examinar a criança basta para identificar a hérnia umbilical. Em alguns casos, uma ecografia, também chamada de ultrassom, da parede abdominal pode ser realizada para confirmar o diagnóstico.


Minha vizinha disse que é só colocar uma moeda ou faixa em cima do umbigo. Posso fazer isso?

Não! Colocar objetos sobre o umbigo do bebê pode ser perigoso por risco de infecção do coto umbilical, a onfalite. Faixas também podem restringir os movimentos, inclusive, respiratórios dos bebês. Em crianças maiores, moedas, faixas e outros dispositivos não aceleram o fechamento da hérnia e podem causar lesões ou irritação da pele.

Como já falado, a maioria das hérnias irá se fechar com ou sem objeto no umbigo, então não use pelo risco de complicações.


A hérnia umbilical coloca meu filho em risco?


Na grande maioria das crianças, a hérnia umbilical não representa um risco importante.

O encarceramento e o estrangulamento são complicações possíveis, mas extremamente raras nas hérnias umbilicais da infância.

Por esse motivo, uma criança com hérnia umbilical que está bem, sem dor e sem alterações no aspecto habitual da hérnia geralmente não precisa ser levada imediatamente ao pronto-socorro apenas por apresentar o abaulamento no umbigo.


Quais as complicações da hérnia umbilical?

As duas principais complicações são o encarceramento e o estrangulamento. No encarceramento, uma estrutura abdominal, o segmento de intestino, por exemplo, fica presa no “buraquinho” que forma a hérnia e não consegue mais voltar ao abdome mesmo depois que a criança fica de repouso.

O estrangulamento ocorre quando a estrutura abdominal que herniou e ficou encarcerada deixa de receber o suprimento de sangue necessário e pode vir a necrosar.

Ambas as complicações são extremamente raras no caso das hérnias umbilicais.

Como saber se a hérnia umbilical está complicando?

Procure atendimento médico rapidamente se a criança apresentar:

  • hérnia endurecida ou muito dolorosa ao toque;
  • vermelhidão ou alteração importante da pele sobre a hérnia;
  • hérnia que antes diminuía ou desaparecia e passa a permanecer “presa”;
  • vômitos associados à alteração da hérnia;
  • prostração ou piora do estado geral.

Nessas situações, a criança deve ser avaliada de forma urgente por um médico.


Como é realizada a cirurgia?

Quando existe indicação de cirurgia, o procedimento é realizado com a criança sob anestesia geral.

De maneira geral, a cirurgia envolve:

  1. higienização da região;
  2. realização de uma pequena incisão posicionada na região do próprio umbigo;
  3. identificação do defeito da parede abdominal;
  4. fechamento da abertura na musculatura;
  5. fechamento da pele, buscando preservar o aspecto natural do umbigo.

Após o procedimento, a criança é encaminhada para a sala de recuperação anestésica, onde permanece sob observação até estar adequadamente acordada e em condições de receber alta.

Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada em regime de hospital-dia, e a criança pode retornar para casa no mesmo dia, conforme sua recuperação e as orientações da equipe médica.


Como é o pós-operatório?

É muito importante seguir as orientações dadas. Será explicado quais medicações usar e cuidados com a higiene. No geral, se as orientações são seguidas, o paciente terá apenas desconforto leve nos primeiros 2 a 3 dias e ficará em casa sem ir para a escola por uma semana. Após esse período, os pais têm que fazer um leve esforço para controlar as estripulias da criança por 30 dias a fim de permitir que a cicatrização ocorra de forma adequada.

Complicações, tais como infecção ou recidiva da hérnia, podem acontecer, mas são raras.

Saiba mais:

Cirurgia pediátrica: que especialidade é essa? O que faz um cirurgião pediatra?

Meu filho tem um testículo não-descido: sintomas, diagnóstico e tratamento.

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