A Cirurgia Pediátrica é a especialidade voltada para o cuidado cirúrgico de bebês, crianças e adolescentes, sendo o cirurgião pediatra o especialista na área. Ao contrário do que muitos possam pensar, as crianças não são adultos em miniatura e, por isso, possuem características e necessidades diferentes dos adultos.
Dra Marta Fontenele é cirurgiã pediatra (CRM-DF 17272, RQE 15159) com 10 anos de experiência no cuidado de crianças e adolescentes. Formou-se em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB) e realizou residência em Cirurgia Pediátrica no Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB).
Aliando conhecimento técnico, experiência e atendimento humanizado, dedica-se a oferecer um cuidado pautado na empatia, no zelo e na responsabilidade. Acredita que toda criança e sua família merecem ser ouvidas com atenção, acolhidas e avaliadas de forma individualizada.
Quando o tratamento cirúrgico é necessário, conduz cada etapa com segurança, transparência e acompanhamento pós-operatório cuidadoso, buscando proporcionar tranquilidade às famílias e a melhor recuperação para seus pacientes.

Veja aqui a opinião de alguns pacientes atendidos:



Qual médico responsável pelas cirurgias nas crianças? O que ele faz?
O cirurgião pediatra é o médico especialista em cirurgias em bebês, crianças e adolescentes. Dra Marta é uma médica que escolheu ajudar as crianças e suas famílias.
Ela estudou e treinou especificamente quais as doenças cirúrgicas das crianças e qual é a melhor maneira de tratá-las. Ela recebeu treinamento avançado e experiência nos organismos em desenvolvimento das crianças, suas demandas fisiológicas e emocionais. Também está habituada com os questionamentos, dúvidas e necessidades das suas famílias.
Ela pode acompanhar os pacientes desde do período gestacional, no caso de pacientes com malformações, até pacientes adolescentes.

Qual a formação do cirurgião pediatra?
Além de 6 anos do curso de Medicina, a Dra Marta primeiro fez 2 anos de residência em Cirurgia Geral, na qual estudou as principais patologias cirúrgicas dos adultos e como tratá-las.
Depois disso, ela completou outra residência de 3 anos em Cirurgia Pediátrica na qual aprendeu especificamente sobre condições cirúrgicas das crianças e seu tratamento.
Desta forma, Dra Marta tem mais de 12 anos de estudos e aprendizado para cuidar das crianças.

O que o cirurgião pediatra opera? O que o cirurgião pediatra faz?
O cirurgião pediatra tem um grande campo de atuação que inclui a maior parte dos órgãos ou sistemas, com exceção do cérebro (neurocirurgião pediatra), coração (cirurgião cardíaco pediatra) e ossos (ortopedista pediatra).
O cirurgião pediatra atua tanto em emergências e urgências quanto em casos eletivos nos quais é realizada uma consulta para avaliação do paciente e suas demandas e posteriormente, se for necessário, é programada a cirurgia.
A atuação do cirurgião pediatra inclui:
-aconselhamento pré-natal no caso de malformações detectadas no ultrassom gestacional;
-correção de malformações congênitas (aqueles casos nos quais o bebê já nasce com uma condição cirúrgica);
-cirurgias de emergência, tais como: apendicites, torção de testículo, obstrução intestinal, entre outras;
-diagnóstico e tratamento de câncer e suporte aos pacientes pediátricos oncológicos;
-procedimentos endoscópicos.
Quais cirurgias o cirurgião pediatra realiza?
O cirurgião pediatra é responsável por um grande número de procedimentos em crianças e adolescentes. Alguns exemplos são:
- Malformações torácicas e abdominais: são alterações presentes desde o nascimento que podem afetar o desenvolvimento dos órgãos e das estruturas do tórax ou abdome. Incluem malformações tais como: hérnia diafragmática, onfalocele, gastrosquise, etc. O tratamento depende do tipo de malformação e pode variar desde acompanhamento até cirurgia;
- Sinus pré-auricular e apêndice pré-auricular: são pequenas alterações congênitas localizadas próximas à orelha. Na maioria das vezes são benignas, mas podem apresentar infecções recorrentes e, em alguns casos, têm indicação de tratamento cirúrgico;
- Cisto tireoglosso: é uma alteração congênita causada pela persistência de uma estrutura que participa da formação da tireoide durante o desenvolvimento fetal. Geralmente aparece como um pequeno nódulo no pescoço e pode necessitar de cirurgia;
- Fístula branquial: é uma alteração congênita do desenvolvimento do pescoço, que pode se apresentar como uma pequena abertura ou trajeto próximo à região lateral do pescoço. Pode causar infecções ou secreção recorrente e, nesses casos, o tratamento costuma ser cirúrgico;
- Testículo não-descido: ocorre quando um ou ambos os testículos não chegam à bolsa escrotal durante o desenvolvimento. O acompanhamento e o tratamento adequados são importantes para preservar a função testicular e reduzir possíveis complicações futuras;
- Hidrocele: é o acúmulo de líquido ao redor do testículo, causando aumento do volume da bolsa escrotal. Muitas hidroceles desaparecem espontaneamente nos primeiros meses de vida, enquanto outras podem necessitar de tratamento cirúrgico;

- Hérnia umbilical: é uma abertura na região do umbigo que permite a passagem de conteúdo abdominal, formando uma saliência. É comum nas crianças e muitas vezes fecha espontaneamente; a cirurgia pode ser indicada em situações específicas;
- Hérnia inguinal: é a passagem de conteúdo abdominal por uma abertura na região da virilha, podendo causar um abaulamento que aparece ou aumenta com o choro e esforço. Em crianças, geralmente há indicação de correção cirúrgica para evitar complicações;
- Hérnia epigástrica: é uma pequena abertura na parede abdominal, geralmente na linha média entre o umbigo e o tórax, por onde pode passar gordura. Costuma se apresentar como um pequeno abaulamento e, quando causa dor ou desconforto, pode ser indicada a correção cirúrgica;
- Fimose: É a dificuldade ou impossibilidade de retrair o prepúcio, que recobre a cabeça do pênis. Na infância, pode fazer parte do desenvolvimento normal, mas algumas crianças necessitam de tratamento clínico ou cirúrgico;
- Sinéquia de pequenos lábios: É a união parcial ou total dos pequenos lábios vaginais, mais comum na infância. Na maioria das vezes é uma condição benigna e pode ser apenas acompanhada, mas algumas situações necessitam de tratamento;
- Apendicite: É a inflamação do apêndice, geralmente causada por uma obstrução de sua luz. Pode provocar dor abdominal, febre, náuseas e vômitos e, quando confirmada, frequentemente necessita de tratamento cirúrgico;
- Torção de testículo / ovário: é uma situação em que o testículo ou o ovário gira sobre seus próprios vasos sanguíneos, comprometendo sua circulação. É uma urgência médica e o diagnóstico e tratamento rápidos são fundamentais para preservar o órgão;
- Tratamento de obstrução intestinal: ocorre quando o trânsito normal do conteúdo intestinal é impedido, podendo causar dor abdominal, vômitos, distensão abdominal e dificuldade para evacuar. O tratamento depende da causa e, em alguns casos, é necessária intervenção cirúrgica;
- Tratamento da invaginação intestinal: acontece quando uma parte do intestino se encaixa dentro de outra, podendo provocar dor abdominal intensa, vômitos e alterações nas fezes. É uma condição que necessita de avaliação rápida e pode ser tratada por procedimento não cirúrgico ou cirurgia;
- Colecistectomia – retirada da vesícula biliar: é a cirurgia para retirada da vesícula biliar, geralmente indicada em situações como cálculos ou inflamações da vesícula. Geralmente, pode ser realizada por videolaparoscopia, com pequenas incisões;
- Doença do refluxo gastroesofágico: ocorre quando o conteúdo do estômago retorna com frequência para o esôfago, podendo causar sintomas como regurgitação, azia, dor ou dificuldade para se alimentar. O tratamento depende da idade, dos sintomas e da gravidade, podendo variar de medidas comportamentais a medicamentos e, em casos selecionados, cirurgia;
- Acessos vasculares: são procedimentos destinados à obtenção de um acesso seguro à circulação sanguínea para administração de medicamentos, líquidos, nutrição ou realização de tratamentos. Em crianças, podem ser necessários em diferentes situações clínicas e hospitalares;

O cirurgião geral de adulto pode operar o meu filho? Qual a importância da Cirurgia Pediátrica?
Crianças são especiais, não só por seu papel no seio de suas famílias, mas também por terem demandas psicológicas e emocionais, além de fisiológicas e anatômicas diferentes dos adultos. Em outras palavras, crianças NÃO são mini adultos.
Por esse motivo, uma especialidade médica é dedicada apenas para suas necessidades cirúrgicas, a Cirurgia Pediátrica.
O cirurgião pediatra é treinado para identificar as patologias cirúrgicas das crianças, assim como tem um olhar diferente para suas particularidades como, por exemplo, a dificuldade das crianças pequenas em expressarem suas queixas, tais como dores, e sua menor cooperação no exame físico. A responsibilidade do cirurgião pediatra é grande, afinal cuida daqueles que têm toda uma vida pela frente. Crianças merecem ser tratadas com zelo, respeito e carinho.
Há, porém uma ressalva, em caso de emergência, na qual a vida da criança corre risco e na ausência de equipe especializada, o cirurgião geral pode e deve ajudá-la.
Em alguns casos, o cirurgião pediatra pode trabalhar em conjunto com outras especialidades médicas, como a Otorrinolaringologia, Ortopedia, Neurocirurgia, Oncologia, sempre visando o melhor resultado para o paciente.
O que devo esperar da consulta com o cirurgião pediatra?
Certamente, muita conversa. Em primeiro lugar, é necessário avaliar se a queixa ou demanda do paciente é realmente cirúrgica. Isso vai envolver uma série de perguntas sobre a doença ou sintomas, assim como exame físico. Além disso, podem ser necessários alguns exames laboratoriais ou de imagem.
Caso seja confirmada a necessidade de cirurgia, será discutida com os pais a melhor técnica para cirurgia, momento da cirurgia, o que esperar do pós-operatório.
Não menos importante é um momento para a família, e dependendo da idade, da criança de tirarem dúvidas a fim de trazer a maior tranquilidade possível frente a uma possível cirurgia.
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